Você sabia que o ‘Isopor’ é, na verdade, uma marca?

0
1543

É isso mesmo que você leu! Pouquíssima gente sabe, mas “Isopor” não é o nome daquele material levinho comumente usado para fabricar caixas térmicas. “Isopor” é uma marca criada pela BASF (e posteriormente vendida para a Knauf) para facilitar a identificação do poliestireno expandido – sim, esse é o nome correto! – que rapidamente se consolidou como sinônimo do produto. fundo-da-textura-do-isopor-51185473

Esse fenômeno é uma figura de linguagem denominada, pelos linguistas, de metonímia e consiste nada mais nada menos do que no uso de um termo no lugar de outro, quando estes possuem uma relação de semelhança. Um dos casos mais comuns de metonímias é exatamente o que acontece no caso do “Isopor”: utiliza-se a marca para se referir ao produto. Vai dizer que nunca ouviu alguém dizer que vai preparar um leite com Toddy (achocolatado em pó)? Comprar um Bombril (esponja de aço) ou um Cotonete (hastes flexíveis com algodão)?

Pois então, além do curioso fato sobre a verdadeira identidade do poliestireno expandido, esse produto ainda guarda algumas peculiaridades desconhecidas do grande público e o blog Netsabe traz algumas pra você. Confira:

  1. Amplamente aplicado em materiais de embalagem, na proteção de alimentos, na indústria e no isolamento térmico e acústico de equipamentos e ambientes, o “Isopor” é, na verdade, um tipo de plástico!
  2. Produzido a partir do poliestireno (PS), um polímero termoplástico derivado do petróleo, que é expandido e moldado de acordo com a aplicação final, tem nome técnico poliestireno expandido, ou para facilitar, apenas EPS. Composto de apenas 3% de matéria prima e 97% de ar, o EPS também ajuda a economizar recursos naturais.
  3. O “Isopor” também é atóxico e 100% reciclável! É importante que, após o uso, o EPS esteja limpo, livre de impurezas como restos de alimentos, fitas adesivas, cola e outros contaminantes. Para ter o destino correto e ser reciclado, este material deve ser descartado no lixeiro vermelho, junto com os outros tipos de plásticos e encaminhado para a coleta seletiva ou para cooperativas de reciclagem de sua cidade.
  4. Após a triagem (separação mecânica dos resíduos recicláveis), o EPS passa por um processo de “degasagem”, isto é, a retirada do ar incorporado ao material para redução de seu volume e dos custos logísticos. Na indústria recicladora ele é derretido, convertido novamente em matéria prima (PS) e transformado em diversos materiais úteis e ecologicamente corretos: molduras para quadros, perfis decorativos, brinquedos, materiais pedagógicos, peças técnicas, concreto leve, além de outras aplicações.

Para conhecer os serviços públicos de reciclagem da sua cidade, entre em contato com a Prefeitura Municipal, clicando aqui.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA