Liberdade de Imprensa: cuidado com o que lê nas redes sociais!

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No dia 03 de maio, comemora-se mundialmente uma data que celebra o direito de todos os profissionais da mídia de investigar e publicar informações de forma livre: o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. A data foi criada pela UNESCO no ano de 1993 para alertar sobre as impunidades cometidas contra centenas de jornalistas que são torturados ou assassinados como consequência de perseguições por informações apuradas e publicadas por estes profissionais.

liberdade de imprensa

Historicamente foram cometidos muitos crimes contra a liberdade de imprensa, principalmente durante a Ditadura Militar no Brasil. Informação é poder e, por isso, a tentativa de controlar os meios de comunicação sempre existiu e se chama censura. A Censura é o contrário da Liberdade de Imprensa e é comum nos regimes ditatoriais não democráticos. Mas a luta pela liberdade de imprensa é constante, porque mesmo nos regimes democráticos a censura pode aparecer de variadas maneiras.

Com o advento das redes sociais, o que mais tem se visto por aí são as chamadas “barrigas” – um jargão jornalístico que significa matéria falsa. As barrigas são causadas por dois fatores principais: primeiro, pela pressa em reproduzir informações difundidas nas redes sociais e, em segundo, por pura má fé de quem cria as informações mentirosas.

Por isso, verificação nunca é demais e avaliar a urgência da informação antes de ir correndo replicá-la é sempre o primeiro passo para que especulações não se tornem belas gafes jornalísticas. Para que você não seja enganado pelo que lê nas redes, o blog separou algumas dicas sobre checagem de notícias publicadas na internet. Confira!

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Cheque o perfil da fonte e verifique suas conexões

Olhar o perfil de quem publicou a informação antes de passá-la adiante é essencial, especialmente se não é uma pessoa conhecida. Veja sua bio, se há algum site disponível para visitar e publicações anteriores, procurando identificar os assuntos mais frequentes e as interações com outros usuários. Também vale a pena ver quem a pessoa segue e por quem é seguida. Por fim, tente falar com a pessoa diretamente.

Atenção à data, hora e localização

Posts publicados logo depois de algum evento de última hora, por exemplo, um acidente de trânsito, podem vir de testemunhas oculares. Repare se as publicações foram feitas em um horário próximo ao momento em que o fato que se está cobrindo ocorreu, notícias que circulam tempos depois têm mais chances de ser meras reproduções. Em alguns casos, a localização do usuário também fica visível. Veja se há fotos disponíveis e, se não houver, pergunte se a pessoa poderia disponibilizar alguma. Claro que fotos podem ser forjadas, então isso por si só não assegura veracidade, mas já fornece alguns pontos na escala de credibilidade.

Use a busca avançada

Além da credibilidade de quem divulgou a informação na rede social, precisamos ir atrás do contexto e de outras fontes. Se o primeiro usuário não tinha a localização disponível, é possível buscar outros por local e palavras-chave relacionadas à informação que se pretende checar na busca avançada das redes. Veja nos resultados se há fotos ou vídeos.

Crowdsourcing on-line

Se você possui uma boa rede de seguidores, pode tentar verificar a informação com ajuda dela, perguntando por alguém que esteja próximo do local do fato ou conheça quem possa dar detalhes sobre ele.

Vá além das redes sociais

Parece básico, mas às vezes o “ímpeto do furo” joga a boa apuração pra escanteio. Ao saber de alguma notícia pelas redes sociais, avalie se é possível acionar fontes oficiais para ratificar a informação, se há veículos de mídia locais com mais detalhes para lhe fornecer ou se dá pra entrar em contato diretamente com os envolvidos na história.

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