Diário do Leitor: Revisitando o Sapo e o Escorpião

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Hoje, temos a estreia não só do 50 Tons Mais Escuros, mas também do nosso quadro, Diário do Leitor. Pensado e elaborado com a finalidade de aproximar os criativos da sua paixão por escrever e divulgar suas paixões e dilemas de vida, acabando com os receios e medos de se exporem.
Fique com a primeira pauta selecionada:

Revisitando o Sapo e o Escorpião

As maiores felicidades de um estudante universitário são duas: encontrar pessoas amigas para toda a vida e encontrar pessoas com quem você descobre ter satisfação em trabalharem juntas. De acordo com o maior trabalhador e amigo de todos nós, o Google, amizade significa “sentimento de grande afeição, simpatia, apreço entre pessoas ou entidades” e trabalho significa “conjunto de atividades, produtivas ou criativas, que o homem exerce para atingir determinado fim”. Devo concordar que trabalhar com pessoas com quem temos afinidade é muito mais fácil, prazeroso e produtivo do que trabalhar com pessoas com quem não gostamos ou apresentamos diferenças criativas. Recentemente, me encontro em uma situação onde a linha que separa amizade e trabalho foi ultrapassada e vários problemas surgiram dessa situação. Portanto, eu me pergunto: “qual é ou deve ser o limite de amizade e trabalho?”.
Todos nós conhecemos a fábula do escorpião que cai de uma árvore em cima de uma pedra no meio do rio. O escorpião, que naturalmente não sabe nadar, pede ajuda ao sapo, que concorda em levá-lo até a outra margem. No meio do caminho o escorpião pica o sapo, que antes de morrer pergunta: “Por que me picou? Não vê que vai afundar junto comigo?”. O escorpião responde: “Não pude evitar, esta é a minha natureza”.
Confesso que esse texto teve a única motivação de lavar a roupa suja de uma situação que pessoas amigas que eu gostava de trabalhar me traíram. Confesso também que o meu desejo de vingança é muito forte e é de minha natureza orquestrar um show (leia-se barraco) irresistível de deixar a Lady Gaga, que recentemente se apresentou no Super Bowl, boquiaberta. Felizmente, percebi que tenho em mãos uma ótima oportunidade de amadurecer e a tranqüilidade de que, nessa história, eu sou o sapo. Portanto, escolho a opção de tentar de novo e encontrar outros escorpiões que permitam uma viagem mais tranquila.
Já dizia Lady Gaga em sua música “Hey Girl”: “Hey garota, hey garota, nós podemos facilitar as coisas se levantarmos uma a outra”. Aos escorpiões que me picaram, as portas estão abertas para tentarmos outra vez e seguirmos em frente nesse rio turbulento chamado faculdade.
Ficarei feliz em carregá-los, meus amigos, até a outra margem.

Luís Antônio e Santos Filho
Graduando em Publicidade e Propaganda – ESAMC – Uberlândia

Diário do Leitor: Revisitando o Sapo e o Escorpião

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