Curriculum cego: nova forma de recrutamento

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O Curriculum cego ou CV blind é uma nova ferramenta encontrada para diminuir casos de discriminação na contratação de funcionários em empresas.

O motivo
Curriculum cego: nova forma de recrutamento
Tradução: “Esse é o meu curriculum”

Há algum tempo, em um supermercado espanhol, um jornalista achou mais de 200 currículos no lixo repletos de comentários xenofóbicos e pejorativos, como “Estrangeiro, gordo, ‘morenete’, parece o Pancho Villa”, o que chocou a população (caso noticiado pelo El Pais). Além disso, é comum ver ofertas de empregos em que são restritas a sexo, a idade ou a “boa aparência”.

A ação

Buscando o fim dessa realidade, diversas grandes empresas tomaram frente e se voluntariaram a mudar esse cenário. Gigantes como BBC, Banco HSBC e Deloitte agora praticam a contratação por currículo cego. Na primeira fase do processo seletivo, a triagem, são recebidos apenas currículos que não possuam nomes, idade, gênero ou qualquer dado pessoal.

É mesmo necessário?

Diante de fatos, não há argumentos, não é mesmo? Para tirar a prova, o Escritório Nacional de Pesquisas Econômicas dos EUA teve essa resposta. De acordo com as suas averiguações, os nomes considerados “brancos” precisavam de uma média de 10 currículos enviados para receberem um retorno, enquanto nomes com origem afro-americana necessitavam de 15.

A Universidade de Durham, no Reino Unido, também pesquisou sobre o assunto e apontou que, 55% dos candidatos brancos conseguiam recolocação no mercado de trabalho, enquanto os pertencentes a alguma etnia diferente tinha a percentagem em torno de 36%.

Os resultados são positivos?

Espanha, Reino Unido, Suécia, Holanda entre outros países que já praticam o novo curriculum garantem assertividade para os negócios. De acordo com o líder de inclusão e diversidade do Pinterest, quanto maior a diversidade dentro de uma organização, mais ideias são desenvolvidas, o que reflete diretamente no desempenho das equipes.

No Brasil, esse problema seria ainda mais profundo, já que as qualificações profissionais das minorias estão danificadas pela falta de oportunidade que estas sofrem.

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