Carnaval: por que a data da folia muda anualmente?

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O Carnaval de 2016 acontece na semana que vem, entre os dias 6 e 9 de fevereiro. Lá em 2014, a folia rolou no mês de março e no ano que vem será na última semana do mês de fevereiro. Você sabe explicar o motivo deste feriado ser flexível e não ter uma data fixa? O blog Netsabe tem a resposta!

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Fiel à sua doutrina, todos os anos a Igreja Católica combate com veemência os excessos cometidos pelos foliões durante a maior festa popular do Brasil, o Carnaval. O que pouca gente sabe é que esta folia pagã tem o seu calendário definido em consequência de um sistema de cálculo inventado pela própria Igreja Católica.

Por essa metodologia, a Igreja, primeiro, define uma de suas datas mais sagradas: o domingo de Páscoa – quando se comemora a ressurreição de Jesus Cristo. A partir daí, chega-se ao domingo de carnaval com uma fórmula simples: contam-se retroativamente sete domingos.

É exatamente por isso que o domingo de Páscoa e o carnaval são datas móveis, ao contrário de outros feriados, fixos, a exemplo do 21 de abril (morte de Tiradentes), 7 de setembro (Independência do Brasil), 2 de novembro (Dia de Finados) ou 15 de novembro (Proclamação da República). É importante, salientar, no entanto, que a terça-feira de Carnaval não é um feriado reconhecido em lei, mas apenas uma festa durante a qual o país costuma parar, parcialmente, suas atividades.

E como se calcula a data da Páscoa?

Como regra básica, a Páscoa tem de cair no primeiro domingo após a lua cheia que se seguir ao equinócio de primavera no hemisfério norte. O equinócio marca o início da primavera – geralmente, a 21 de março. No hemisfério sul, isso corresponde ao primeiro domingo depois da primeira lua cheia de outono.

Estabelecida a Páscoa, define-se o Carnaval, que, como dissemos, deve ocorrer sete domingos antes do domingo de Páscoa. Portanto, o Carnaval pode acontecer até mesmo fora do mês de fevereiro, pois, assim como a Páscoa, depende de quando ocorre o equinócio de primavera.

Carnaval fixo

A partir da década de 70, empresários e agentes hoteleiros que trabalham principalmente em cidades turísticas, como Rio de Janeiro, Salvador e Recife, iniciaram um movimento, para determinar uma data fixa para a folia carnavalesca, sob a alegação de que a festa móvel traz prejuízos econômicos ao país.

Mesmo sabendo da data com anos de antecedência, muitos turistas estrangeiros não conseguem vir ao Brasil porque não estão de férias no período carnavalesco. De acordo com os empresários, com uma data fixa, os turistas e os milhões de brasileiros que gostam do carnaval poderiam se programar para participar da festa. Por enquanto, eles ainda não obtiveram sucesso e prevalece a tradição católica.

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